BANDA DESENHADA, HISTÓRIAS E ILUSTRAÇÃO / BANDE DESSINÉE, HISTOIRES ET ILLUSTRATION / COMICS, STORIES AND ILLUSTRATIONS
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

O aniversário de Tarzeco

Tarzan and his rival

No dia de aniversário do meu irmão mais novo (em tempos conhecido como Zeco) , resolvi dedicar-lhe uma graça - desta vez baseada não em Blake & Mortimer ou no Major Alvega mas no ícone Tarzan.

Quando terminei, e depois de lhe enviar a fotonovela, decidi publicá-la aqui. Porque outros poderão achá-la engraçada. PARABÉNS, ZECO!


Nota: para produzir a fotonovela utilizei imagens obtidas na internet, sobretudo do filme "Tarzan and his mate", lançado mundialmente a 16 de abril de 1934 - isto é, há exatamente 70 anos!! Afinal, há ou não há extraordinárias coincidências?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Hergé - dessinateur, auteur de BD

Hergé (22/05/1907-03/03/1983)
[Digitalmente editado]

Hergé, para mim um dos maiores autores de BD, nasceu há 106 anos. Aqui fica uma pequena homenagem ao seu talento, personalidade e persistência.

Há dois anos assinalei a data com um post mais desenvolvido. O tempo passa!...

Nota: no dia 3 de março foi o 30º aniversário da sua morte.

domingo, 21 de abril de 2013

Torre dos Clérigos – a mais alta de PORTUGAL :-)

A belíssima Torre dos Clérigos, conforme representada no álbum “PORTUGAL” (edição portuguesa ASA, 2010) / “LE PORTUGAL” (edição original Casterman, 2010)

Celebram-se os 250 anos da torre dos Clérigos (Porto), que – com os seus 76 metros de altura – foi durante muito tempo o edifício mais alto de Portugal; é também, sem dúvida, o mais alto representado no álbum LE PORTUGAL. :-) :-)
“Célebre pela originalidade do seu projecto e pela sua insólita torre, esta igreja [da irmandade dos Clérigos] foi a última obra de Nasoni. Os trabalhos terminaram em 1763 e, estranhamente, o arquitecto nada mais produziu até à sua morte, dez anos depois. Aos 82 anos, desiludido e na miséria – ele que vivera na abastança –, foi enterrado na igreja pela Confraria dos Clérigos, mas o seu túmulo não foi identificado”. Ainda hoje, não se sabe qual é.
In “PORTUGAL”, página 46, texto de Luís Diferr, tradução de Catherine Labey, edição portuguesa de Edições ASA, junho de 2010.
Alguns cidadãos nacionais e muitos dos milhares de turistas que anualmente visitam a igreja sobem os 197 degraus até ao topo para dali avistar a cidade em torno e o rio Douro lá ao fundo. Tempos houve em que a torre serviu também de farol! “Os navios orientavam-se por ela quando se aproximavam da costa e queriam entrar no Douro”.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

4 anos de Pérolas rolantes, contra ventos e Miguéis

Quadro de J. Vermeer, 1665
[Digitalmente editado]

Em homenagem ao 4º aniversário do blogue PÉROLA DE CULTURA, com beijinhos e outras pérolas!...

NOTA: nos ventos etéreos da internet, todos sabemos a que "Miguéis" me refiro, os que refundaram a sua própria educação e os que têm pretendido refundir o ânimo da Nação...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Everything

"Everything" abridged version by Alanis Morissette
[From You Tube, warnerbrosrecords]


To the one I love.
You're still here, after 27 years.


Me and Lelé in Cuba, some years ago
[Digitally edited]


I can be an asshole of the grandest kind
I can withhold like it's going out of style
I can be the moodiest baby and you've never met anyone
Who is as negative as I am sometimes

I am the wisest woman you've ever met
I am the kindest soul with whom you've connected
I have the bravest heart that you've ever seen and you've never met anyone
Who is as positive as I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

I blame everyone else not my own partaking
My passive aggressiveness can be devastating
I'm terrified and mistrusting and you've never met anyone
Who is as closed down as I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

What I resist persists and speaks louder than I know
What I resist you love no matter how low or high I go

I'm the funniest woman that you've ever known
I am the dullest woman that you've ever known
I'm the most gorgeous woman that you've ever known and you've never met anyone
Who is as everything as I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here
And you're still here...

Lyrics by Alanis Morissette for the original version, recorded in the superb album "So-called Chaos", (c) 2004 Maverick Recording Company

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os Dias de Mira Fernandes

Prof. Aureliano Mira Fernandes (1884-1958),
distinto matemático português
[Fotografia retrabalhada digitalmente em 25 de janeiro]

Em homenagem ao meu pai, Eng. Carlos Alberto Dias Ferreira, que hoje faria 92 anos, aqui fica também uma homenagem ao seu professor no Instituto Superior Técnico, que ele nunca esqueceu e de quem por vezes falava, com grande admiração pelo seu rigor, exigência e sabedoria. "Quase todos chumbavam, não percebiam nada do que ele dizia. O homem correspondia-se com Einstein!"

E a verdade é que este outro Dias Ferreira, lírico incorrigível, há algum tempo pôs-se a estudar os ensinamentos de Mira Fernandes, num compêndio editado pela Fundação Gulbenkian, a propósito de geometria, transformações covariantes e contravariantes, tensores, enfim, essas coisas bizarras que interessam aos que estudam a grande teoria do célebre Albert. Shalom!


Selo emitido em 2008,
pelos 50 anos da morte do matemático

sábado, 14 de abril de 2012

Enfin, l’actrice nue et l’anniversaire du Portugal





Sophie Marceau
[du film “Mes nuits sont plus belles que vos jours” d’Andrzej Zulawski, 1989]

Aujourd’hui, c’est le deuxième anniversaire de la parution du « PORTUGAL ». Ce qui est incroyable, c’est que le premier a été il y a un an !... Le temps passe vite.
Vous pouvez acheter l'album chez amazon.fr.

Hoje é o 2º aniversário da publicação do álbum “PORTUGAL” (versão original, em francês). O que é incrível é que o primeiro foi há um ano!... O tempo passa célere.

sexta-feira, 23 de março de 2012

365 dias + 1


TRADUÇÃO:
Que a luz de Amon seja sobre todos vós, neste dia em que se celebra um ano na construção desta pirâmide em forma de coluna cuja virtualidade é apenas aparente!
Pois também o Nilo, no seu percurso linear, se espraia pelas margens num fluxo virtuoso que traz a vida a todos os seres, do omnipresente e vigoroso crocodilo ao humilde agricultor, passando pelo minúsculo e magnífico Kepher, o escaravelho alado que interliga os mundos, as direções e os movimentos. Neste mundo singelo subtraído ao Caos primordial por Aton-Ra, a luta incessantemente renovada entre o Sol e a serpente deve inspirar a persistência criadora que a cada dia combate o desânimo, o desgaste e o conformismo.
Pois criar é da natureza do homem e da mulher, desde que a deusa Maat fecundou de espírito o mundo tenebroso da matéria. E assim o ser se eleva, por vezes em aparentes insignificâncias, noutras em rasgos de brilhantismo, por vezes ainda em etapas iniciáticas que trazem à memória os ritos de passagem do Ka de uma margem à outra do rio, do nascente da vida ao poente da morte.
Este fluxo é como um rio.
Que o grande Osíris-Horus guie a vossa transformação profunda, acompanhando a busca da felicidade pela terna mão de Ísis.

E, quando a luz de Amon faltar ou não for suficiente, deixai-vos guiar pela Tocha dos Mistérios de Hermes Trismegisto:
“Escutai em vós mesmos e olhai no infinito do espaço e do tempo”.

Tutankhamon Hekaiunushema, “Imagem Viva de Amon” (Faraó Presidente deste Blogue).

Fotografia de Lelé Batita [digitalmente editada]

Há 365 dias + 1 (porque este é um ano bissexto) nasceu este blogue, por iniciativa de Lelé Batita de Pérola de Cultura. O pretexto foi a divulgação do meu trabalho gráfico, mormente a publicação do álbum “PORTUGAL”, originalmente pelas Éditions Casterman, em Portugal pelas Edições ASA.

"Portugal", Éditions Casterman, (c) 2010 J. Martin/L. Diferr

Esse meu trabalho gráfico tem consistido essencialmente no que mais me interessa: a banda desenhada. Mas a desilusão crescente com essa atividade e com o mundo editorial, por vezes a (aparente?) falta de sentido do grande esforço nela investido, levou a que o pretexto se alargasse, se diversificasse, no exercício de uma criatividade liberta das amarras tradicionais da BD. E assim, o blogue tem servido de plataforma de divulgação/experimentação, não tanto para cultivo do ego mas sobretudo em busca de novas soluções que ganhem consistência com o tempo. E porquê publicá-las? Porque, a partir do momento em que o trabalho de um artista é publicado, este de certo modo liberta-se dele; justamente, o trabalho torna-se público – o que é, afinal, o objetivo de toda a arte: comunicar com o mundo. Tenho esperança também que tudo isto interesse e divirta quem por aqui se acostume a passar.

E, dito isto, com a devida vénia, deixo a palavra ao mui honorável vice-presidente executivo desta singular Corporação.

Luís Filipe Diferr (artista)



Agradecemos a todos os 37 240 internautas que acederam a este blogue, alguns em busca dos desenhos de Luís Diferr, que se fazem cada vez mais raros, outros em busca de lirismo e fantasia e muitos (oh, my God!) em busca de mulheres nuas!
(Não posso dizer que não os compreendo, agora que estou equipado com óculos novos!...)

A propósito, a exibição escandalosa da nudez da pin-up Lady Blitz é iniciativa de Amedeo Modigliani, o nosso recentemente nomeado diretor artístico. Ele convenceu-nos de que este seria um modo interessante e coerente de comemorar o aniversário do blogue. Mariana Alcoforado não viu obstáculo porque, no fundo, considerou a imagem como bastante púdica e até o nosso supremo Diretor esteve de acordo, enquanto, na penitenciária, o nosso redator-chefe suspenso exultou de gozo. “ Vous ne connaissez pas encore l’histoire de cette femme ! ” - afirmou ele, a rilhar os dentes.

Aproveito a ocasião para anunciar que, como devem ter reparado abaixo, o meu distinto colega Ivan Petrovich Pavlov passou a integrar o nosso comité científico.

Farewell, use your liberty for the good!

Benjamin Franklin (Executive vice president) 

domingo, 11 de março de 2012

2011: O tsunami e o samurai

O Samurai de Sendai, (c) 2011 Luís Diferr

Hoje é o primeiro aniversário do funesto tsunami que atingiu o Japão em 2011.
Publiquei alguns posts sobre a ocorrência e a ilustração que fiz na altura; podem ser encontrados na barra lateral e um deles AQUI.


Ver ainda na Pérola de Cultura, hoje.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Maître Jacobs, il y a bien 25 ans...

E.P. Jacobs [fotografia digitalmente editada]

Lady Blitz [no ano da morte de Jacobs,
retocada 5 anos depois para publicação no jornal A CAPITAL]
Ver também AQUI

Suplemento "Especial Quadradinhos" (coordenação de José de Matos-Cruz)
no jornal A CAPITAL de 26 de março de 1992


Edgar Pierre Jacobs, belga, cantor de ópera, ilustrador e um dos maiores autores de B.D. de todo o sempre, o fabuloso criador de Blake e Mortimer, faleceu há 25 anos.

Ah, que saudades das suas histórias, daquelas maravilhas que nenhum dos investidos no 'prolongamento' da sua série jamais igualou!


Hoje ou em qualquer outro dia, vale a pena consultar, entre outros:
Edgar P. Jacobs partiu há 25 anos
Anniversaire de la mort d'Edgar P. Jacobs
Rencontre avec Viviane Quittelier

sábado, 17 de dezembro de 2011

Lelé faz anos!

1ª imagem de "Sandra" - BD em realização, (c) Luís Diferr
em homenagem a Lelé Batita

Our dear Executive President

sábado, 17 de setembro de 2011

Cães sem coleira / Des chiens sans collier

Ilustração: (c) 2004 Luís Diferr

Em Março de 2004 tive o prazer de produzir a capa de um DVD nacional a respeito de um empresário de cinema, em tempos também projecionista ambulante: António Feliciano (que é meu sogro). Ele é o último ou um dos últimos remanescentes dessa classe de homens que levavam o cinema às aldeias deste país onde não existia um edifício próprio para a projeção de filmes – e eram muitas, durante e após a repressão e o atraso salazaristas. “Cães sem coleira” era o nome que os esbirros do regime ditatorial davam a esses ambulantes, que os irritavam porque lhes escapavam ao controlo.

O filme de Rosa Coutinho Cabral foi exibido em salas de cinema e mais tarde conheceu esta edição em DVD.

A ilustração para a capa e contracapa do DVD foi inteiramente realizada em CorelDRAW! – um software de desenho vectorial. Apresento acima uma digitalização do conjunto e a seguir alguns estudos e esboços (estes realizados a partir do próprio filme).


En mars 2004 j’ai eu le plaisir de produire la couverture d’un DVD national au sujet d’un propriétaire de cinéma jadis aussi projectionniste ambulant : António Feliciano (qui est mon beau-père). Il est le dernier ou l’un des derniers qui restent de cette classe d’hommes qu'amenaient le cinéma aux villages où il n’existait pas d’immeuble destiné à la projection de films – et il y en avait beaucoup durant et après la répression et le retard de l’époque du dictateur Salazar. “Des chiens sans collier”, voilà comment les appelaient les sbires du régime dictatorial, agacés parce qu’ils échappaient leur contrôle.

Le film de Rosa Coutinho Cabral a passe dans des salles de cinéma et plus tard a connu cette édition en DVD.

L’illustration pour la 1ère et 4ème couvertures ont été entièrement réalisés en CorelDRAW! – un logiciel de dessin vectoriel. Je présente en haut un scanning de l’ensemble et en bas quelques études et croquis (ceux-ci réalisés d’après le film).



Ilustrações: (c) 2004 Luís Diferr

Comunicado editorial / Communiqué éditorial :



- Este ‘post’ é uma homenagem de Luís Diferr ao sogro, António Feliciano, no dia do seu aniversário. Associo-me a essa homenagem, com a mesma amizade.

- Ce post est un hommage de Luís Diferr à son beau-père, António Feliciano, au jour de son anniversaire. Je m’associe à cet hommage aussi en toute amitié.

Benjamin Franklin (Blog Executive vice president)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Machu-Picchu


"On 24 July 1911, Hiram Bingham [an American historian employed as a lecturer at Yale University] announced the discovery of Machu Picchu to scholars".


He discovered the site 100 years ago. Since then a gardener has been working on it.

- Mister Bingham, how does it feel to discover a city near the clouds, so far away from NY and in the middle of nowhere?


Happy Mr. Bingham at the front door of his tent
Which music? Oh, yes!

Vangelis, "Conquest of Paradise" (c) 1992 Warner Music UK Ltd.


Des années plus tard, dans les profondeurs...


TINTIN nº 1 (24  septembre 1946), (c) Éditions du Lombard
Dessin de couverture par Hergé... plaisanterie avec des ballons à moi


Tandis que là-haut...



"Que animal estúpido e vil!" - Haddock dixit.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Paul Cuvelier

Paul Cuvelier (22/11/1923 – 5/07/1978)
Autoportrait, vers 1955


Passam-se hoje 33 anos sobre a morte de Paul Cuvelier, um dos quatro autores fundadores do mítico semanário TINTIN (em 1946) e seguramente um dos grandes desenhadores que serviram a BD.

Infelizmente para ele, a BD não o serviu, já que se sabe que ele nunca conseguiu reconciliar esse modo de expressão com as suas ambições artísticas.

Em todo o caso, nunca esqueci o impacto que as suas pranchas tiveram sobre o adolescente que eu era na primeira vez em que as vi: era o início de “O Signo da Cobra”, aventura de Corentin, publicado no nº 27 do 2º Ano de TINTIN, versão portuguesa (29/11/1969). Eu era bastante jovem mas compreendi de imediato que ali estava alguém verdadeiramente notável: que leveza e elegância de traço! Quanta vida havia naquelas imagens!
A continuação não me desiludiu minimamente, bem pelo contrário, e ainda hoje considero aquelas pranchas soberbas – o que não é o caso para outras bandas da altura.


Corentin – TINTIN nº 27 (2º Ano), 29/11/1969, p. 8 e 9.
Curiosamente, o nome do argumentista (Jacques Acar) não é mencionado, o que não era habitual.
Curieusement, le nom du scénariste (Jacques Acar) n’y est pas mentionné, ce que n’était pas habituel.

Alguns anos mais tarde, eu confirmava, além disso, o talento de Cuvelier para desenhar personagens femininas, em “A Caravana da Cólera”, altura em que a anteriormente rapariguinha Line se transformava numa jovem moderna. Cuvelier permanece, penso, um dos raros desenhadores de BD capazes de bem transmitir a sensualidade feminina (e também masculina, aliás)… De facto, isso mais não é do que um dos aspectos da vida que anima os corpos e as almas, essa vida que Cuvelier tanto gostava de representar. E quanto conhecimento de anatomia ele tinha! Verdadeiramente excepcional!

Line – TINTIN nº 39 (6º Ano), p. 21.

Aujourd’hui 33 ans se sont passés depuis la mort de Paul Cuvelier, un des quatre auteurs fondateurs du mythique hebdomadaire TINTIN (en 1946) et sûrement un des plus grands dessinateurs qui ont servi la BD.

Malheureusement pour lui, la BD ne lui a pas servi, car on sait qu’il n’est jamais arrivé à réconcilier ce moyen d’expression et ses ambitions artistiques.

En tout cas, je n’ai jamais oublié l’impact que ses planches ont provoqué sur l’adolescent que j’étais la première fois que je les ai vues : c’était le début de “Le Signe du Cobra”, aventure de Corentin, publié dans le nº 27 du 2ème année de TINTIN, version portugaise (29/11/1969). J’étais bien jeune mais j’ai tout de suite compris qu’il y avait là quelqu’un de remarquable : quelle souplesse et quelle élégance du trait ! Quelle vie il y avait dans ces images –là !
La suite ne m’a point déçu, bien au contraire, et je trouve ses planches toujours superbes – ce qui n’est pas le cas pour d’autres bandes de l’époque.
 
Des années plus tard, je confirmais en outre le talent de Cuvelier pour dessiner des personnages féminins, dans “La Caravane de la Colère”, où l’avant fillette Line se transformait en jeune fille moderne. Cuvelier demeure, je crois, un des rares dessinateurs de BD capables de bien transmettre la sensualité féminine (et même masculine, d’ailleurs) En fait, ce n’est là qu’un des aspects de la vie qu’anime les corps et les âmes, cette vie que Cuvelier aimait tant représenter. Et quelle connaissance de l’anatomie il avait ! Vraiment exceptionnel !

TINTIN nº 38 (3º Ano), 13/02/1971

É pena que o seu imenso talento, através de uma vida de artista atormentado, se tenha de algum modo desperdiçado!

Dommage que son immense talent, à travers une vie d’artiste tourmenté, se soit un peu gaspillé !

Composition, 1953-76

Zaïla & Corentin

Paul Cuvelier & Jean Van Hamme, "Epoxy" p. 1 (essai), 1967

NOTA: em 1973, Cuvelier começou uma história de Corentin em colaboração com Jacques Martin (“L’Ogre Rouge”), que não viu mais que algumas pranchas desenhadas a lápis, aqui e ali passadas a tinta da chine; mais tarde, Martin transformou-a numa aventura de Alix: de “Les Proies du Volcan” (1978).

NOTE : En 1973, Cuvelier a commencé une histoire de Corentin en collaboration avec Jacques Martin (“L’Ogre Rouge”), qui n’a connu que quelques planches crayonnées, çà et là mises à l'encre de chine ; plus tard, Martin en a fait une aventure d’Alix : de “Les Proies du Volcan” (1978).


Obra indispensável / Œuvre indispensable : “Corentin et les chemins du merveilleux – Paul Cuvelier et la bande dessinée”, de Philippe Godin, 1984, Éditions du Lombard.

Site recomendado / recommandé : Le blog de Paul Cuvelier.
Aussi : Cuvelier, Martin & Pleyers.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tintin e Portugal na Feira do Livro

(c) Hergé/Moulinsart 2006

Permitam-me esta nota pessoal. A minha Lelé Batita colocou no seu blogue Pérola de Cultura uma mensagem de parabéns, juntamente com a fotografia do artista (anteriormente e ainda agora) conhecido como Luís Diferr: eu.
Obrigado.

Foto: Pérola de Cultura, Feira do Livro, Lisboa, 14 de Maio de 2011

Nesse mesmo dia 14 encontrámos na feira, um pouco por acaso, o livro “LE JOURNAL TINTIN, les coulisses d’une aventure”, que Lelé ontem me ofereceu. Não fiquei aborrecido. Na verdade, comecei a desfolhar o álbum com verdadeiro deleite, tendo começado avidamente pela reprodução em fac-simile do 1º número da famosa revista. Afinal, ainda não tenho 77 anos!...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

L’anniversaire du "PORTUGAL"


Il y a un an, l’album "LE PORTUGAL" parut chez Casterman Éditeur.

Il rencontra un vif succès. Voici quelques réactions.

"Adèle Blanc-Sec", de Luc Besson, 2010

Auprès de la jeunesse:
Steampunk girls

Dans le monde du cinéma, les stars disent leur mot :

Georges Clooney


Pour certains, à l’époque même de ce VOYAGE DE LOÏS, c’est l’angoisse de l’attente:




“Barry Lindon”, de Stanley Kubrick, (c) 1975 Warner Bros.

En effet, ce n’est facile de contrôler l’expectative, d'attendre la parution de l’album d’abord, ensuite de l'attendre s’il arrive par la poste. On a même fait un roman feuilleton à ce sujet :










“Rear Window”, d’Alfred Hitchcock, (c) 1954 Universal

Enfin, l’album devint un instrument de séduction...

“Lolita”, de Stanley Kubrick, (c) 1962 Warner Bros.

... motif de jalousie...
Zoe Duchesne


“Le Portugal”, page 15b, (c) 2010 Jacques Martin - Luís Diferr / Casterman

... et de virile dispute !...

“Monsieur, Frère du Roi”, (c) 2009 Jacques Martin - Olivier Pâques / Casterman

SALUT, LES AMIS !