BANDA DESENHADA, HISTÓRIAS E ILUSTRAÇÃO / BANDE DESSINÉE, HISTOIRES ET ILLUSTRATION / COMICS, STORIES AND ILLUSTRATIONS
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

LE TANDEM ANTI-CHARLIE

[Imagem de vídeo recolhida AQUI e editada digitalmente]

Un hommage à tous les cons qui se croient des hommes.

Uma homenagem a todos os estúpidos que se acham homens.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Que haja milhões de Charlies!




Em reação ao repugnante atentado terrorista à sede de "CHARLIE HEBDO" e em homenagem aos que nele morreram.

Há gente que tem raiva da liberdade dos outros...

Il y a des gens qui s’enragent de la liberté des autres...

sábado, 2 de novembro de 2013

Blueberry & Chihuahua Pearl (4)

“Por um monte de ferro-velho” / “Pour un tas de ferraille”
Desenho a tinta da china e versão colorida (c) 1983 Luís Diferr


Esta á a prancha “original” em homenagem a Blueberry, que se insere numa imagem de página inteira recentemente publicada no 1º Volume do fanzine Efeméride #6: “Heróis de BD no Século XXI”.
O original, digitalizado, foi posteriormente colorido em Photoshop.

E, finalmente, a mão do robot que aparece na imagem final:

Desenho a tinta da china (c) 1983 Luís Diferr

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Blueberry & Chihuahua Pearl (3)

“Por um monte de ferro-velho” / “Pour un tas de ferraille” (c) 1983 Luís Diferr

Eis aqui a minha prancha, em homenagem a Blueberry, que Geraldes Lino acaba de publicar no 1º Volume do seu fanzine Efeméride #6, uma obra colectiva com o título “Heróis de BD no Século XXI” (72 páginas + capas, em formato A3).

  • Para compreender a brincadeira (no que toca à prancha de Blueberry, propriamente dita, não ao resto da imagem) é imprescindível ter lido os 3 volumes do notável ciclo dedicado ao “tesouro de guerra confederado”: “Chihuahua Pearl”, “L’homme qui vallait 500.000$” e “Ballade pour un cercueil” (Dargaud Éditeur, 1973 para os dois primeiros álbuns e 1975 para o último). Claro que ter lido este ciclo é o que se espera, no mínimo, de um fã do fabuloso western de Giraud e Charlier. E é sempre ocasião de o reler :-) !


“Geraldes Lino, Militante da BD e dos Fanzines” é, por sinal, a merecida homenagem/exposição, patente na Galeria Municipal Artur Bual (Amadora), cuja inauguração – hoje, às 18h30 – marca a abertura do 24º Festival Internacional BD da Amadora/2013.

O lançamento oficial do fanzine Efeméride #6 está marcado para o dia 2 de Novembro, às 17h, no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, no decorrer do Festival. Todavia, será posto à venda logo no primeiro fim-de-semana, no Espaço Comercial, ao preço de 20.00€.

VER, neste blogue:

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Hergé - dessinateur, auteur de BD

Hergé (22/05/1907-03/03/1983)
[Digitalmente editado]

Hergé, para mim um dos maiores autores de BD, nasceu há 106 anos. Aqui fica uma pequena homenagem ao seu talento, personalidade e persistência.

Há dois anos assinalei a data com um post mais desenvolvido. O tempo passa!...

Nota: no dia 3 de março foi o 30º aniversário da sua morte.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Blueberry & Chihuahua Pearl (2)

Cena de pancadaria na "Casa Roja"
Pearl & Blueberry - imagem 6 (c) 2013 Luís Diferr

Esta é a imagem 6 da prancha em homenagem à fantástica criação de Charlier & Giraud (a pedido de Geraldes Lino, que a  publicará no próximo número do seu fanzine Efeméride: uma obra colectiva com o título Heróis de BD no Século XXI).

VER imagem 1.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Everything

"Everything" abridged version by Alanis Morissette
[From You Tube, warnerbrosrecords]


To the one I love.
You're still here, after 27 years.


Me and Lelé in Cuba, some years ago
[Digitally edited]


I can be an asshole of the grandest kind
I can withhold like it's going out of style
I can be the moodiest baby and you've never met anyone
Who is as negative as I am sometimes

I am the wisest woman you've ever met
I am the kindest soul with whom you've connected
I have the bravest heart that you've ever seen and you've never met anyone
Who is as positive as I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

I blame everyone else not my own partaking
My passive aggressiveness can be devastating
I'm terrified and mistrusting and you've never met anyone
Who is as closed down as I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

What I resist persists and speaks louder than I know
What I resist you love no matter how low or high I go

I'm the funniest woman that you've ever known
I am the dullest woman that you've ever known
I'm the most gorgeous woman that you've ever known and you've never met anyone
Who is as everything as I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here
And you're still here...

Lyrics by Alanis Morissette for the original version, recorded in the superb album "So-called Chaos", (c) 2004 Maverick Recording Company

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os Dias de Mira Fernandes

Prof. Aureliano Mira Fernandes (1884-1958),
distinto matemático português
[Fotografia retrabalhada digitalmente em 25 de janeiro]

Em homenagem ao meu pai, Eng. Carlos Alberto Dias Ferreira, que hoje faria 92 anos, aqui fica também uma homenagem ao seu professor no Instituto Superior Técnico, que ele nunca esqueceu e de quem por vezes falava, com grande admiração pelo seu rigor, exigência e sabedoria. "Quase todos chumbavam, não percebiam nada do que ele dizia. O homem correspondia-se com Einstein!"

E a verdade é que este outro Dias Ferreira, lírico incorrigível, há algum tempo pôs-se a estudar os ensinamentos de Mira Fernandes, num compêndio editado pela Fundação Gulbenkian, a propósito de geometria, transformações covariantes e contravariantes, tensores, enfim, essas coisas bizarras que interessam aos que estudam a grande teoria do célebre Albert. Shalom!


Selo emitido em 2008,
pelos 50 anos da morte do matemático

sábado, 19 de janeiro de 2013

Blueberry & Chihuahua Pearl

Pearl & Blueberry (c) 2013 Luís Diferr

Eis a 1ª tira da página que acabo de terminar, em homenagem à fantástica criação de Charlier & Giraud e a pedido de Geraldes Lino para publicação no próximo número do seu fanzine Heróis de BD no Século XXI.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

As Aventuras de Carter & Tutankhamon

Novembro de 1922: Howard Carter acorda Tutankhamon

Howard Carter
(9/05/1874-2/03/1939)

Em homenagem a Howard Carter, no seu 138º aniversário, o arqueólogo que acordou Tutankhamon, o jovem, sublime e sempiterno Diretor deste blogue.


Terá ele despertado a "Maldição dos Faraós"?

sábado, 10 de março de 2012

Blueberry fields forever for Mister Giraud

Jean Giraud/Mœbius (1938-2012) no Festival de Lodz em 2008
[Foto digitalmente editada por Luís Diferr, 2012]

Em homenagem a Jean Giraud, que um dia encontrou um certo Mœbius, o homem que se contorce, não se distinguindo o interior do exterior. A partir de então, as geniais personagens foram-se contorcendo, evoluindo, e não pararam de nos surpreender e maravilhar.
Merci, Jean !

Incal, Jodorovski & Mœbius

Em homenagem ao Tenente Blueberry, essa fabulosa personagem criada pelo talento de Jean e de um outro Jean, o notável argumentista Jean-Michel Charlier.
Merci, Jean-Michel !

Lieutenant Blueberry, Charlier & Giraud

Em homenagem aos criadores que recriam o Universo.

Hugo Pratt e Jean Giraud, 1972

Merci, messieurs !

Pode ler-se uma notícia comentada também em Pérola de Cultura, onde, em 31 de maio de 2009, foi publicado um texto meu sobre uma Exposição do Tenente Blueberry em Bruxelas.
"Vale a pena ir à Bélgica nos dias que se aproximam!" - escrevi, então.

Tempos de ingénua esperança!... Ou existirão esperanças que não sejam ingénuas? Bah! No fim de contas, não vi nem essa exposição, nem os Museus Hergé e Magritte, ali referidos.

Mas lembremos a máxima preferida do Prof. Mortimer: "Wait and see!"

Farewell, Mister Giraud/Doctor Mœbius!
Chihuahua Pearl, par Giraud

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

3 Pérolas contra ventos e marés!


Hoje o blogue Pérola de Cultura celebra o seu 3º Aniversário, com uma prestação da sua musa PEARL.


Tutankhamon - o nosso amado diretor - e todos seus leais súbditos dão-lhe os mais efusivos parabéns!
- Que muitas mais pérolas venham! - exclamaram em uníssono.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Maître Jacobs, il y a bien 25 ans...

E.P. Jacobs [fotografia digitalmente editada]

Lady Blitz [no ano da morte de Jacobs,
retocada 5 anos depois para publicação no jornal A CAPITAL]
Ver também AQUI

Suplemento "Especial Quadradinhos" (coordenação de José de Matos-Cruz)
no jornal A CAPITAL de 26 de março de 1992


Edgar Pierre Jacobs, belga, cantor de ópera, ilustrador e um dos maiores autores de B.D. de todo o sempre, o fabuloso criador de Blake e Mortimer, faleceu há 25 anos.

Ah, que saudades das suas histórias, daquelas maravilhas que nenhum dos investidos no 'prolongamento' da sua série jamais igualou!


Hoje ou em qualquer outro dia, vale a pena consultar, entre outros:
Edgar P. Jacobs partiu há 25 anos
Anniversaire de la mort d'Edgar P. Jacobs
Rencontre avec Viviane Quittelier

sábado, 17 de dezembro de 2011

Lelé faz anos!

1ª imagem de "Sandra" - BD em realização, (c) Luís Diferr
em homenagem a Lelé Batita

Our dear Executive President

domingo, 13 de novembro de 2011

:-) Hoje há cinema na aldeia!

Humphrey Bogart & Ingrid Bergman in  “Casablanca”, 1942

“António Feliciano é o guardião do cinema na aldeia. Anda de terra em terra. Semeia felicidade. Difunde cultura e oferece sonhos. VEJA O VÍDEO E AS FOTOS.”

Sobre António Feliciano e a sua persistente atividade de projecionista ambulante publiquei um artigo AQUI.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

José Pires – 50 anos de carreira


Desenhos a lápis, a tinta e em versão colorida para "Le Diable Noir", de José Pires & Benoît Despas (c) 2009 Éditions Orphie

No âmbito do 22º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora está patente ao público uma exposição sobre os 50 anos de carreira de José Pires.
Só ontem pude visitá-la e aconselho todos os interessados a fazê-lo nesta que é a derradeira semana.

Ilustração para capa do nº 1 da revista "Zorro" (c) 1962 José Pires

A organização do Festival achou por bem apresentar a exposição na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Av. Conde de Guimarães (mais conhecida como “reta dos Comandos da Amadora”), 6 – Reboleira. O espaço que a acolhe não é a biblioteca propriamente dita mas a sala de conferências, a um canto do edifício.
O problema é que, não pondo em causa a dignidade desse espaço, é duvidoso que a maioria do público do Festival (que frequenta o núcleo central, no Fórum Luís de Camões) lá ponha os pés, em virtude da distância a que fica do Fórum; o que significa, na prática, que a maioria do público não verá a exposição.

Parece-me, sinceramente, que “50 anos de carreira” mereceriam melhor visibilidade e mais espaço. Mesmo assim, naquela sala de conferências, a mostra é representativa do percurso deste ex-publicitário – que faz questão de frisar que não é um “artista” mas um “profissional” – que se tornou um entusiástico utilizador e defensor das tecnologias digitais (“Freehand”, “Photoshop”, etc.). Já discuti muito com ele a esse respeito; das potencialidades, virtudes, limitações e armadilhas desses instrumentos (como de quaisquer outros, naturalmente, só que estes são extremamente poderosos e sedutores).

Última prancha de um western, original a tinta da china, (c) 1991 José Pires & Benoît Despas

Prancha de "Le Sang et la Gloire", original a tinta da china, de José Pires & Benoît Despas (c) 1991 Éditions du Lombard

Quero aqui render uma homenagem a José Pires, o “profissional” que passou pela publicação além-fronteira (Bélgica, França, Ilha da Reunião…) mas que da BD nunca tirou grandes proventos – a sua ‘verdadeira’ profissão era outra, em agências de Publicidade – e, não obstante, manifestou ao longo de tantos anos uma persistência e uma dedicação raras, que muitos “artistas” não teriam. José Pires acredita profundamente em si próprio, nunca deixa cair os braços apesar da aridez do meio da BD em Portugal e da dura adversidade no estrangeiro. E tem uma capacidade de trabalho notável e uma produtividade espantosa.
Nesse aspeto, eu próprio gostaria de ser mais “profissional”; mas José Pires, estimado colega e amigo, coloca-me na categoria dos “artistas”!...


Prancha de "Le Diable Noir", de José Pires & Benoît Despas (c) 2009 Éditions Orphie

É de referir, por fim, que José Pires manifesta em geral uma notável disponibilidade para apoiar aqueles em quem reconhece talento e para partilhar a sua visão da BD, as suas experiências e os seus conhecimentos gráficos.
Foi por intermédio dele – na altura, a trabalhar com o argumentista belga Benoît Despas para as Éditions du Lombard – que, em 1990, comecei a desenvolver com este último o projeto “Les Compagnons d’Alexandre”. Por força do destino, o projeto não vingou mas a atitude de José Pires, que eu mal acabara de conhecer e que me possibilitaria ‘entrar’ numa editora do gabarito da Lombard, isso é algo que não se esquece.

Um grande abraço, Gussy!

O recinto da exposição
[Fotografias de Luís Diferr]

* Sobre “Les Compagnons d’Alexandre”, neste blogue: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Gilles Chaillet, Roma Aeterna

Gilles Chaillet (3/06/1946 – 14/09/2011)
Foto / Photo : Manuel Picaud

Foi bastante chocado e com profunda tristeza que li ontem em AlixMag’ a notícia do falecimento de Gilles Chaillet no passado dia 14, em Margency, onde habitava.

Gilles, um homem de uma gentileza e uma disponibilidade raras (e disso há inúmeros testemunhos), tinha-me proposto em junho do ano passado desenhar um álbum da sua série em projeto “ROMA AETERNA”. “O assunto, disse-me ele, gira em torno de Aníbal e da segunda guerra púnica, e isso no grafismo das viagens de Loïs”.
Ele pensava apresentar-me uma sinopse detalhada no outono passado, prevendo o arranque do trabalho para o corrente ano de 2011. Infelizmente, os seus problemas de saúde – com os quais ele próprio brincava – foram adiando a concretização do vasto projeto.

Como escrevi ontem à noite a Stéphane Jacquet (de AlixMag’):
“Pequenos problemas” [como ele se lhes referia] atormentaram e finalmente mataram este homem, um grande homem, quando normalmente a sua idade lhe teria ainda permitido criar, produzir e viver. Um homem bom e generoso.
Como convém, eu guardei sempre silêncio sobre o nosso projeto. Posso agora falar dele porque já não existe, o seu coração parou com o do seu criador. E isso entristece-me, tenho vontade de uivar à lua, como os lobos.

Mas, ultrapassando o desânimo, é o momento de reencontrar a coragem e a vontade, de redefinir metas e redirecionar esforços.
Se algum dia conseguir publicar mais um álbum, dedicá-lo-ei a Gilles. Está prometido.

Cartão de Boas Festas enviado a Gilles em 2008, sobre a imagem de Lisboa, página 8/9 do álbum / Carte de Vœux envoyé à Gilles en 2008, sur l’image de Lisbonne, double page 8/9 de l’album : LE PORTUGAL

C’est assez choqué et avec une profonde tristesse que j’ai lu hier sur AlixMag’ la nouvelle sur le décès de Gilles Chaillet le 14 dernier, à Margency, où il habitait.

Gilles, un homme d’une gentillesse et d’une disponibilité rares (et à ce sujet il y a d’innombrables témoignages), m’avait proposé en juin 2010 de dessiner un album de sa série en projet « ROMA AETERNA ». « Le sujet, a-t-il dit, tourne autour d’Hannibal et de la deuxième guerre punique, et ce dans le graphisme des voyages de Loïs ».
Il pensait me présenter un synopsis détaillé à l’automne passé, en envisageant le démarrage du travail pour le courant 2011. Malheureusement, ses problèmes de santé – avec lesquels il plaisantait lui-même – ajournaient la concrétisation de son vaste projet.

Comme je l’ai écrit hier soir à Stéphane Jacquet (d’AlixMag’) :
Des « petits soucis » [voilà comment il en parlait] ont tourmenté et finalement tué cet homme, un grand homme, lorsque normalement son âge lui aurait permis encore de créer, de produire et de vivre. Un homme bon et généreux.
Comme il faut, j’ai toujours gardé le silence au sujet de notre projet. Maintenant je peux en parler parce qu’il n’est plus, son cœur s’est arrêté avec celui de son créateur. Et cela aussi m’attriste. J’ai envie d’hurler à la lune, comme les loups.

Mais, en surmontant l’accablement, c’est le moment de retrouver le courage et la volonté, redéfinir des objectifs et rediriger des efforts.
Si jamais j’arrive à publier un nouvel album, je le dédierai à Gilles. C’est promis.

VASCO, série criada em 1978 (Le Lombard)

"DANS LA ROME DES CÉSARS", 2004 Éditions Glénat
"VINCI", T.1 (2008) & T.2 (2009), arg./scén. Didier Convard, Éditions Glénat

sábado, 17 de setembro de 2011

Cães sem coleira / Des chiens sans collier

Ilustração: (c) 2004 Luís Diferr

Em Março de 2004 tive o prazer de produzir a capa de um DVD nacional a respeito de um empresário de cinema, em tempos também projecionista ambulante: António Feliciano (que é meu sogro). Ele é o último ou um dos últimos remanescentes dessa classe de homens que levavam o cinema às aldeias deste país onde não existia um edifício próprio para a projeção de filmes – e eram muitas, durante e após a repressão e o atraso salazaristas. “Cães sem coleira” era o nome que os esbirros do regime ditatorial davam a esses ambulantes, que os irritavam porque lhes escapavam ao controlo.

O filme de Rosa Coutinho Cabral foi exibido em salas de cinema e mais tarde conheceu esta edição em DVD.

A ilustração para a capa e contracapa do DVD foi inteiramente realizada em CorelDRAW! – um software de desenho vectorial. Apresento acima uma digitalização do conjunto e a seguir alguns estudos e esboços (estes realizados a partir do próprio filme).


En mars 2004 j’ai eu le plaisir de produire la couverture d’un DVD national au sujet d’un propriétaire de cinéma jadis aussi projectionniste ambulant : António Feliciano (qui est mon beau-père). Il est le dernier ou l’un des derniers qui restent de cette classe d’hommes qu'amenaient le cinéma aux villages où il n’existait pas d’immeuble destiné à la projection de films – et il y en avait beaucoup durant et après la répression et le retard de l’époque du dictateur Salazar. “Des chiens sans collier”, voilà comment les appelaient les sbires du régime dictatorial, agacés parce qu’ils échappaient leur contrôle.

Le film de Rosa Coutinho Cabral a passe dans des salles de cinéma et plus tard a connu cette édition en DVD.

L’illustration pour la 1ère et 4ème couvertures ont été entièrement réalisés en CorelDRAW! – un logiciel de dessin vectoriel. Je présente en haut un scanning de l’ensemble et en bas quelques études et croquis (ceux-ci réalisés d’après le film).



Ilustrações: (c) 2004 Luís Diferr

Comunicado editorial / Communiqué éditorial :



- Este ‘post’ é uma homenagem de Luís Diferr ao sogro, António Feliciano, no dia do seu aniversário. Associo-me a essa homenagem, com a mesma amizade.

- Ce post est un hommage de Luís Diferr à son beau-père, António Feliciano, au jour de son anniversaire. Je m’associe à cet hommage aussi en toute amitié.

Benjamin Franklin (Blog Executive vice president)

domingo, 24 de julho de 2011

“Norway will be recognizable again!”

View from the island of Utøya, photo by Renny Amundsen.


“Taken in 2010 we were in this area [the island of Utøya] for our fall photo hunt. Here is the way the fjord should look – peaceful and safe”.
in “Norway shocked after youths slaughtered and bombing in Oslo”, by our Norwegian friend Renny Bakke Amundsen. You may find him in RennyBA’s Terella.

We deeply wish to express our condolences and our solidarity to the shocked Norwegian people, mainly to the families of the victims of a fool who thinks he can fight alone – claiming nonsense idolatry for Templar Knights – against such complex phenomena as the “multiculturalism” he denounces.

Today I saw in the TV News a Norwegian young woman trying to explain that it was hard to believe that this man grew up in her very city, Oslo, usually so peaceful, and studied in the same University she does.

The worst is that he’s convinced that he’s a sort of God’s messenger, a Christian stoic soldier together with a Europe purifier, arguing to the Police that the slaughter he committed was “cruel but necessary”. To whom? – may we ask... as well as others did, centuries ago.