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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Blogs still blast for Peace
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Portugal – desenhos a tinta da china / encrages (1)
“LE PORTUGAL”, page 26
Convento de Cristo em Tomar – Charola (detalhe) / Le couvent du Christ à Tomar – La rotonde (détail), (c) Luís Diferr
Sobre o álbum PORTUGAL.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
José Pires – 50 anos de carreira
Desenhos a lápis, a tinta e em versão colorida para "Le Diable Noir", de José Pires & Benoît Despas (c) 2009 Éditions Orphie
No âmbito do 22º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora está patente ao público uma exposição sobre os 50 anos de carreira de José Pires.
Só ontem pude visitá-la e aconselho todos os interessados a fazê-lo nesta que é a derradeira semana.
Ilustração para capa do nº 1 da revista "Zorro" (c) 1962 José Pires
A organização do Festival achou por bem apresentar a exposição na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Av. Conde de Guimarães (mais conhecida como “reta dos Comandos da Amadora”), 6 – Reboleira. O espaço que a acolhe não é a biblioteca propriamente dita mas a sala de conferências, a um canto do edifício.
O problema é que, não pondo em causa a dignidade desse espaço, é duvidoso que a maioria do público do Festival (que frequenta o núcleo central, no Fórum Luís de Camões) lá ponha os pés, em virtude da distância a que fica do Fórum; o que significa, na prática, que a maioria do público não verá a exposição.
Parece-me, sinceramente, que “50 anos de carreira” mereceriam melhor visibilidade e mais espaço. Mesmo assim, naquela sala de conferências, a mostra é representativa do percurso deste ex-publicitário – que faz questão de frisar que não é um “artista” mas um “profissional” – que se tornou um entusiástico utilizador e defensor das tecnologias digitais (“Freehand”, “Photoshop”, etc.). Já discuti muito com ele a esse respeito; das potencialidades, virtudes, limitações e armadilhas desses instrumentos (como de quaisquer outros, naturalmente, só que estes são extremamente poderosos e sedutores).
Última prancha de um western, original a tinta da china, (c) 1991 José Pires & Benoît Despas
Prancha de "Le Sang et la Gloire", original a tinta da china, de José Pires & Benoît Despas (c) 1991 Éditions du Lombard
Quero aqui render uma homenagem a José Pires, o “profissional” que passou pela publicação além-fronteira (Bélgica, França, Ilha da Reunião…) mas que da BD nunca tirou grandes proventos – a sua ‘verdadeira’ profissão era outra, em agências de Publicidade – e, não obstante, manifestou ao longo de tantos anos uma persistência e uma dedicação raras, que muitos “artistas” não teriam. José Pires acredita profundamente em si próprio, nunca deixa cair os braços apesar da aridez do meio da BD em Portugal e da dura adversidade no estrangeiro. E tem uma capacidade de trabalho notável e uma produtividade espantosa.
Nesse aspeto, eu próprio gostaria de ser mais “profissional”; mas José Pires, estimado colega e amigo, coloca-me na categoria dos “artistas”!...
Prancha de "Le Diable Noir", de José Pires & Benoît Despas (c) 2009 Éditions Orphie
É de referir, por fim, que José Pires manifesta em geral uma notável disponibilidade para apoiar aqueles em quem reconhece talento e para partilhar a sua visão da BD, as suas experiências e os seus conhecimentos gráficos.
Foi por intermédio dele – na altura, a trabalhar com o argumentista belga Benoît Despas para as Éditions du Lombard – que, em 1990, comecei a desenvolver com este último o projeto “Les Compagnons d’Alexandre”. Por força do destino, o projeto não vingou mas a atitude de José Pires, que eu mal acabara de conhecer e que me possibilitaria ‘entrar’ numa editora do gabarito da Lombard, isso é algo que não se esquece.
Um grande abraço, Gussy!
O recinto da exposição
[Fotografias de Luís Diferr]
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
PEARL for Halloween
"Pearl for Halloween" original pencil drawing (with some effects)
You may find the final illustration, worked on Photoshop (using a public image for background), here.
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Portugal – desenhos a lápis / crayonnés (6)
Aqueduto de Lisboa / Aqueduc à Lisbonne, (c) Luís Diferr
Plantas: desenhos de observação / Plantes : dessins d’après nature, (c) Luís Diferr
“LE PORTUGAL”, page 34, (c) 2010 Jacques Martin - Luís Diferr / Casterman
Sobre o álbum PORTUGAL.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Portugal – desenhos a lápis / crayonnés (5)
“Casa dos Bicos” e mercado da Ribeira, em Lisboa / La “Maison aux Pointes” et le Marché de la “Ribeira” (“Rive”), à Lisbonne, pag. 15 (c) Luís Diferr
Estaleiro naval e Palácio Real, ao fundo, em Lisboa / Le chantier de construction navale et le Palais du Roi, au fond, à Lisbonne, pag. 15 (c) Luís Diferr
Sobre o álbum PORTUGAL.
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sábado, 22 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Trina
Trina, croquis, (c) 2005 Luís Diferr
Este é um esboço de Trina para a 1ª prancha de uma BD em projeto, realizado em junho de 2005. Na verdade, tudo não passou de um vago projeto, com intenção de recorrer a um tipo de desenho mais leve e espontâneo que o das “Viagens de Loïs”, álbum no qual eu então trabalhava.
Trina acabava de acordar… mas continua ‘adormecida’ até hoje. À espera de um príncipe encantado!...
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
O Homem de Neandertal – desenhos (2)
Desenhos sobre papel vegetal, para as pranchas 45 e 47 (lápis), (c) 1991 Luís Diferr
Desenhos do natural, para a prancha 47 (lápis), (c) 1991 Luís Diferr
“O Homem de Neandertal”, prancha 47, Ed. ASA, (c) 1991 Luís Diferr
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domingo, 16 de outubro de 2011
O Homem de Neandertal - desenhos / dessins (1)
Desenhos do natural, para a prancha 47 (caneta), (c) 1991 Luís Diferr
Desenhos sobre papel vegetal, para as pranchas 45, 46 e 47 (lápis) (c) 1991 Luís Diferr
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Herb Krox
sábado, 15 de outubro de 2011
Portugal – desenhos a lápis / crayonnés (4)
Rua Nova dos Mercadores / Rue Neuve des Marchands, (c) Luís Diferr
Rua Nova dos Mercadores / Rue Neuve des Marchands,
“LE PORTUGAL”, page 14, (c) 2010 Jacques Martin - Luís Diferr / Casterman
Sobre o álbum PORTUGAL.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
LADY BLITZ FAN-CLUB (9)
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sábado, 8 de outubro de 2011
Portugal – desenhos a lápis / crayonnés (3)
Torre de Belém / Tour de Belém, p. 10, (c) 2008 Luís Diferr
Esboços à vista de uma gravura de Dirk Stoop, Museu da Cidade / Croquis à main levée d’après gravure de Dirk Stoop, Musée de la Ville, (c) 2008 Luís Diferr
A gravura de Dirk Stoop, / La gravure de Dirk Stoop, 1662
Sobre o álbum PORTUGAL.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Portugal – desenhos a lápis / crayonnés (2)
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Portugal – desenhos a lápis / crayonnés (1)
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
The future is right ahead!
NEON LADY, airbrush, gouache on dark paper
Illustration meant for magazine cover (c) 1983 Luís Diferr
Meant (in my mind) for the French magazine "METAL HURLANT", this illustration has been (very badly) finally published in 1984 on the cover of the last number of Spanish comics magazine "METROPOL".
Destinada (na minha cabeça) à revista francesa "METAL HURLANT", esta ilustração foi finalmente publicada em 1984 na capa do último número da revista espanhola de BD "METROPOL".
Destinée, dans ma tête, au mensuel français "METAL HURLANT", cette illustration a été finalement publiée en 1984 sur la couverture du dernier numéro de la revue espagnole de bd "METROPOL".
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Diadema A. / Le Diadème A. (2)
Le Diadème A., planche 12, image 6 (c) 2002 Luís Diferr
Trata-se de um projeto começado há muito tempo, para um amigo desenhador, que não teve sequência na altura. Mais tarde, reformulei-o e desenvolvi-o e, em abril de 2002, assumi eu próprio o desenho: tinta-da-china e cor direta a aguarela. Mas tive que o interromper, sobretudo no final desse ano quando comecei a trabalhar sobre a Viagem de Loïs a PORTUGAL.
Em todo o caso, nunca abandonei o projeto e, ao longo do tempo, este evoluiu bastante. Conta atualmente dois ciclos de dois álbuns cada um. Mas a vida nem sempre é fácil, a coragem nem sempre está presente e a concretização deste projeto (entre outros) avança a passo de caracol.
Então, após a publicação de PORTUGAL, confrontado com o desinteresse da Editora Casterman, eu hesitava entre três ou quatro hipóteses quando Gilles Chaillet me propôs desenhar um álbum da série em projeto « ROMA AETERNA ». Isso foi em junho de 2010.
Como escrevi ontem, ele pensava apresentar-me uma sinopse detalhada no outono passado, prevendo o arranque do trabalho para o corrente ano de 2011. Infelizmente, os seus problemas de saúde – com os quais ele próprio brincava – foram adiando a concretização do vasto projeto.
Isso deixou-me muitas vezes angustiado, sem saber bem o que fazer na espera do argumento de Gilles. Nesse clima bastante tenso, criei este blogue e, no que toca ao projeto DIADEMA, desenhei algumas pranchas – frequentemente incompletas – e experimentei a colorização digital (veja-se a imagem da prancha 5 já publicada). Não estou verdadeiramente convencido com o resultado mas aproveitei o tempo para desenvolver competências sobre os imensos recursos de Photoshop.
Anteontem, de um golpe, tomei conhecimento da morte de Gilles e tudo se alterou. « ROMA AETERNA » não existirá mais e é urgente que eu me decida entre diversos projetos. E depois, o mais difícil, é preciso que encontre um editor.
Le Diadème A., planche 15, image 5 (c) 2002 Luís Diferr
Il s’agit d’un projet commencé il y a longtemps, destiné à un ami dessinateur portugais, qui n’a pas eu de suite à l’époque. Je l’ai reformulé et développé plus tard et, en avril 2002, entrepris le dessin moi-même : encre de chine et couleur directe à l’aquarelle. Mais j’ai dû arrêter, surtout à la fin de l’année lorsque j’ai commencé à travailler sur le Voyage de Loïs au PORTUGAL.
En tout cas, je n’ai jamais abandonné le projet et, au cours du temps, il a bien évolué. Il compte, en ce moment, deux cycles de deux albums chacun. Mais la vie n’est pas toujours facile, le courage n’est pas toujours présent et la concrétisation de ce projet (parmi d’autres) avance à petits pas.
Alors, après la parution du PORTUGAL, confronté au désintéressement de l’éditeur Casterman, j’hésitais entre trois ou quatre hypothèses lorsque Gilles Chaillet m’a proposé de dessiner un album de sa série en projet « ROMA AETERNA ». Ça a été en juin 2010.
Comme je l’ai écrit hier, il pensait me présenter un synopsis détaillé à l’automne passé, en envisageant le démarrage du travail pour le courant 2011. Malheureusement, ses problèmes de santé – avec lesquels il plaisantait lui-même – ajournaient la concrétisation de son vaste projet.
Cela m’a rendu souvent angoissé, sans savoir bien quoi faire dans l’attente du scénario de Gilles. Dans ce climat plutôt tendu j’ai créé ce blog et, en ce que concerne le projet DIADÈME, j’ai dessiné quelques planches – souvent incomplètes – et essayé le coloriage numérique (voir l’image de la planche 5 déjà publiée). Je ne suis pas vraiment convaincu du résultat mais j’ai profité le temps pour pousser mes compétences sur les immenses ressources de Photoshop.
Avant-hier, d’un coup, j’ai appris la nouvelle du décès de Gilles et tout a bousculé. « ROMA AETERNA » ne sera plus et il faut que je me décide parmi quelques projets. Et puis, le plus difficile, il faut que je trouve un éditeur.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Gilles Chaillet, Roma Aeterna
Gilles Chaillet (3/06/1946 – 14/09/2011)
Foto / Photo : Manuel Picaud
Foi bastante chocado e com profunda tristeza que li ontem em AlixMag’ a notícia do falecimento de Gilles Chaillet no passado dia 14, em Margency, onde habitava.
Gilles, um homem de uma gentileza e uma disponibilidade raras (e disso há inúmeros testemunhos), tinha-me proposto em junho do ano passado desenhar um álbum da sua série em projeto “ROMA AETERNA”. “O assunto, disse-me ele, gira em torno de Aníbal e da segunda guerra púnica, e isso no grafismo das viagens de Loïs”.
Ele pensava apresentar-me uma sinopse detalhada no outono passado, prevendo o arranque do trabalho para o corrente ano de 2011. Infelizmente, os seus problemas de saúde – com os quais ele próprio brincava – foram adiando a concretização do vasto projeto.
Como escrevi ontem à noite a Stéphane Jacquet (de AlixMag’):
“Pequenos problemas” [como ele se lhes referia] atormentaram e finalmente mataram este homem, um grande homem, quando normalmente a sua idade lhe teria ainda permitido criar, produzir e viver. Um homem bom e generoso.
Como convém, eu guardei sempre silêncio sobre o nosso projeto. Posso agora falar dele porque já não existe, o seu coração parou com o do seu criador. E isso entristece-me, tenho vontade de uivar à lua, como os lobos.
Mas, ultrapassando o desânimo, é o momento de reencontrar a coragem e a vontade, de redefinir metas e redirecionar esforços.
Se algum dia conseguir publicar mais um álbum, dedicá-lo-ei a Gilles. Está prometido.
Cartão de Boas Festas enviado a Gilles em 2008, sobre a imagem de Lisboa, página 8/9 do álbum / Carte de Vœux envoyé à Gilles en 2008, sur l’image de Lisbonne, double page 8/9 de l’album : LE PORTUGAL
C’est assez choqué et avec une profonde tristesse que j’ai lu hier sur AlixMag’ la nouvelle sur le décès de Gilles Chaillet le 14 dernier, à Margency, où il habitait.
Gilles, un homme d’une gentillesse et d’une disponibilité rares (et à ce sujet il y a d’innombrables témoignages), m’avait proposé en juin 2010 de dessiner un album de sa série en projet « ROMA AETERNA ». « Le sujet, a-t-il dit, tourne autour d’Hannibal et de la deuxième guerre punique, et ce dans le graphisme des voyages de Loïs ».
Il pensait me présenter un synopsis détaillé à l’automne passé, en envisageant le démarrage du travail pour le courant 2011. Malheureusement, ses problèmes de santé – avec lesquels il plaisantait lui-même – ajournaient la concrétisation de son vaste projet.
Comme je l’ai écrit hier soir à Stéphane Jacquet (d’AlixMag’) :
Des « petits soucis » [voilà comment il en parlait] ont tourmenté et finalement tué cet homme, un grand homme, lorsque normalement son âge lui aurait permis encore de créer, de produire et de vivre. Un homme bon et généreux.
Comme il faut, j’ai toujours gardé le silence au sujet de notre projet. Maintenant je peux en parler parce qu’il n’est plus, son cœur s’est arrêté avec celui de son créateur. Et cela aussi m’attriste. J’ai envie d’hurler à la lune, comme les loups.
Mais, en surmontant l’accablement, c’est le moment de retrouver le courage et la volonté, redéfinir des objectifs et rediriger des efforts.
Si jamais j’arrive à publier un nouvel album, je le dédierai à Gilles. C’est promis.
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sábado, 17 de setembro de 2011
Cães sem coleira / Des chiens sans collier
Ilustração: (c) 2004 Luís Diferr
Em Março de 2004 tive o prazer de produzir a capa de um DVD nacional a respeito de um empresário de cinema, em tempos também projecionista ambulante: António Feliciano (que é meu sogro). Ele é o último ou um dos últimos remanescentes dessa classe de homens que levavam o cinema às aldeias deste país onde não existia um edifício próprio para a projeção de filmes – e eram muitas, durante e após a repressão e o atraso salazaristas. “Cães sem coleira” era o nome que os esbirros do regime ditatorial davam a esses ambulantes, que os irritavam porque lhes escapavam ao controlo.
O filme de Rosa Coutinho Cabral foi exibido em salas de cinema e mais tarde conheceu esta edição em DVD.
A ilustração para a capa e contracapa do DVD foi inteiramente realizada em CorelDRAW! – um software de desenho vectorial. Apresento acima uma digitalização do conjunto e a seguir alguns estudos e esboços (estes realizados a partir do próprio filme).
En mars 2004 j’ai eu le plaisir de produire la couverture d’un DVD national au sujet d’un propriétaire de cinéma jadis aussi projectionniste ambulant : António Feliciano (qui est mon beau-père). Il est le dernier ou l’un des derniers qui restent de cette classe d’hommes qu'amenaient le cinéma aux villages où il n’existait pas d’immeuble destiné à la projection de films – et il y en avait beaucoup durant et après la répression et le retard de l’époque du dictateur Salazar. “Des chiens sans collier”, voilà comment les appelaient les sbires du régime dictatorial, agacés parce qu’ils échappaient leur contrôle.
Le film de Rosa Coutinho Cabral a passe dans des salles de cinéma et plus tard a connu cette édition en DVD.
L’illustration pour la 1ère et 4ème couvertures ont été entièrement réalisés en CorelDRAW! – un logiciel de dessin vectoriel. Je présente en haut un scanning de l’ensemble et en bas quelques études et croquis (ceux-ci réalisés d’après le film).
Ilustrações: (c) 2004 Luís Diferr
Comunicado editorial / Communiqué éditorial :
- Este ‘post’ é uma homenagem de Luís Diferr ao sogro, António Feliciano, no dia do seu aniversário. Associo-me a essa homenagem, com a mesma amizade.
- Ce post est un hommage de Luís Diferr à son beau-père, António Feliciano, au jour de son anniversaire. Je m’associe à cet hommage aussi en toute amitié.
Benjamin Franklin (Blog Executive vice president)
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